quinta-feira, 22 de julho de 2010

Jornal virou festa


Hoje de carro ou mesmo à pé, pode-se deparar com os famosos jornais gratuitos que são distribuídos nos semáforos e sinaleiros da cidade de São Paulo.

No começo tínhamos apenas aquele jornalzinho distribuído de forma bem singela nas portas do metrô da cidade, até que o gigantesco e mundial Metro chegou à cidade, uma maneira super bacana e ágil de distribuir informação de forma útil e resumida. Já que atualmente as pessoas não tem mais tempo de correr atrás de informação a ideia é levar a informação até as pessoas em um local que ela terá tempo de ler: o trânsito.

No entanto isso tudo virou carne de vaca, depois do Metro, o Destak (aquele jornalzinho do metrô) aderiu à ideia, assim também novos veículos surgiram... jornal O Lance gratuito, e agora o MTV na rua, ao todo nas principais ruas são 4 jornais gratuitos sendo distribuídos.

São promotores do jornal que andam entre os carros dando esse turbilhão de papel para quem quiser... foi o que eu vi hoje em um semáforo antes da ponte cidade jardim... em menos de 1 minuto os 4 jornais foram dados ao carro em que eu estava, além de uma promotora dando uma edição promocional/especial do Metro.

Quantas vezes o trânsito já não parou na sua frente para alguém pegar um desses jornais? Principalmente em dias que são feitas distribuições de produtos gratuitamente?

Acho que chegou a hora de rever até que ponto essa informação chegando ao consumidor não está começando a interferir no dia-a-dia e no trânsito, pois a meu ver, se esses jornais podem ser distribuídos na rua livremente sem controle e estão se proliferando, a tendência é que cada vez mais hajam novas publicações querendo angariar públicos desse filão.

Essa maneira de distribuir a leitura e a informação é inteligente e importante para essa sociedade que está no colapso do tempo e do trânsito, ainda está sobre controle, mas pode ser que em um futuro não muito distante perca-se o controle sobre o número dessas publicações sendo distribuídas pela manhã.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

É hora de Natal!


por styfens machado

É, o ano está acabando o Natal está chegando e a deliciosa semana entre as datas festivas nos bem pertinho.

O ano vai acabando, as pessoas ficam mais cansadas, em clima de festa, tudo vai tomando uma cara de calma, até todo mundo começar tudo de novo. Mas como é bom não termos aula, já reparou que o trânsito está estupidamente melhor, aqui na cidade de São Paulo, mesmo com essas semanas de chuvas, de inundações e afins que estão deixando o trânsito caótico... o trânsito ainda está muito bom e melhor que no periodo de aula.

Poderiamos por algum acaso afirmar que os estudantes do nosso Brasil, principalmente os de São Paulo, são o problema?? Os universitários?? As mães que os levam para o colégio?

Acho que não, mas sem dúvida o trânsito fica muito melhor sem o fluxo das aulas. Infelizmente não é todo mundo que tem uma excelente escola que pode pagar ou frequentar que seja perto da casa que mora. Inclusive eu, também enfrento trânsito todos os dias tanto para trabalhar quanto para ir para a Cidade Universitária.

Mas não é possível que nós atrapalhamos tanto, bem que eu gostaria muito que fosse uma eterna semana de natal, não por não precisar trabalhar, muito menos por ter que ir à aula, mas sim por não termos trânsito.

Pare e pense... dá para viver em outras cidades, elas podem ter oportunidades? Elas podem dar boa educação aos seus filhos? Por que cargas d'aguas TODO MUNDO tem que viver aglomerado e trabalhar de forma esstressante em São Paulo...

Eu sei que as oportunidades estão aqui, mas novas só serão feitas se abrirmos oportunidades, dermos oportunidades e desbravarmos outras áreas e outras regiões.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Vou de táxi, você sabe. E também a pé e de ônibus.

por luciana setúbal

Eu sou pedestre por convicção. Já podia ter meu carro, mas sempre adiei a compra por residir em cidades menores, em que as distâncias são mais reduzidas. Em Santa Cruz do Sul, cidade do interior do RS conhecida por sediar a segunda maior Oktoberfest do país, eu levava no máximo 15 minutos como caroneira de meu vizinho para chegar ao trabalho. Em Florianópolis, caronas, ônibus e um táxi de vez em quando sempre mantiveram o tempo do percurso casa-trabalho e vice-versa ficar nesses patamares. Há 9 meses resido em São Paulo e jamais pensei em abrir mão dessa convicção, fato que já me obrigou a ouvir frases dos mais diversos tipos, desde os “invejosos” – “pôxa, queria fazer o mesmo que você, mas não consigo”, até comentários que motivaram a escrita desse texto: aquele que traduz a posse do carro como forma de se obter independência.

Independência ou pague-todas-as-despesas-do-seu-carro

Independência, para mim, sempre foi a certeza de andar com minhas próprias pernas. E essa máxima nunca foi tão concreta e real quando aplicada à forma de se deslocar de um lado para o outro na cidade. Por maior que seja o centro urbano – e São Paulo é eloquente nessa modalidade – é possível, sim, ser muito livre sem precisar investir milhares de reais na aquisição de um carro, sem falar em todos os gastos com combustível, IPVA, seguro e, se você mora em São Paulo, muito dinheiro gasto com aluguel de garagem (dependendo do bairro, você paga 20 reais a diária).

Papai me empresta o carro?

“Ah, mas com um carro, eu tenho liberdade de sair a hora em que eu quiser de uma festa”, de “ir para qualquer lugar”. Ué, e sendo pedestre, ou adepto do uso de bicicleta, ônibus, avião, isso não é permitido? Quando estou me divertindo longe de casa e a madrugada avança, passo por um dos poucos momentos em que dispenso as pernas ou o transporte público e uso o carro: chamo um táxi. Ok, estou ajudando a contribuir mais com a poluição, mas esse tipo de momento é tão raro que não me estresso. É quase como adotar uma alimentação saudável todos os dias e escorregar na dieta comendo um bombom. O segredo é o equilíbrio. As pessoas esquecem que o carro não é o único meio de transporte. Tratam o veículo como se fossem extensão do próprio corpo. “O quê, eu não ter carro? Que absurdo!” falam, indignados como se tivéssemos sugerido que amputassem seus membros inferiores.

Chama o síndico, Tim Maia. Um táxi também serve.

Outro argumento muito forte para se ter um carro são os casos de “emergência médica”. Uma amiga e meu namorado – adeptos do uso do carro – utilizaram a máxima como forma de me convencer a terminar minha carteira de motorista (iniciada num afã de etapa existencial-universitária em que você acredita que está perdendo todas as oportunidades da vida por não ter um carro). Bom, a não ser que você more num local totalmente ermo – e nesse caso, talvez um helicóptero seja a melhor alternativa – comprar um carro para uma ocasião tão rara soa a desperdício. Para isso, os táxis são, novamente, perfeitos. E se você for mulher, ainda pode contar com a ajuda do taxista – raramente eles são franzinos, já reparou? – para ajudar no processo urgente de colocar o adoentado dentro do veículo. Também há a possibilidade de chamar uma ambulância, nos casos mais graves. Ou chamar o vizinho que tem carro, situação supercomum nas periferias ou em cidades do interior, mas que em grandes centros urbanos e para a classe média alta equivale a dizer que você é um fracassado e ainda está tendo a petulância de importunar o sossego alheio. O certo é que comprar um carro por “motivo de doença” é a mesma coisa que você investir centenas de reais num vestido de gala para a formatura de gala do primo rico que você sabe que raramente irá usar novamente. Dói no bolso. E na consciência.

É proibido dirigir

Eu certamente poderia enumerar milhares de motivos para não usar um carro, seja em São Paulo ou em qualquer outro centro urbano, independente do tamanho. E certamente vou fazê-lo em posts futuros. Carro é desperdício de tempo, dinheiro e saúde, apesar de acompanhar meu namorado em muitos trajetos (faço meu mea culpa, mas acho superavanço não ter sucumbido à idéia de demonstrar a proclamada independência feminina por meio da posse de um veículo). Não é papo de hippie, natureba, esquerdista ou qualquer outra pecha que se atribua a quem comete a heresia de afirmar que sim, um dia seremos uma sociedade mais evoluída e com muito, mas muito menos carros nas ruas. Que o diga a última edição especial da Superinteressante, que trata de tendências e apresenta comportamentos e atitudes que vão revolucionar o mundo. A que mais me chamou a atenção? A que relaciona o ato de dirigir um veículo a algo tão inadmissível quanto acender um cigarro. Eu concordo e vejo muitos paralelos entre as duas atitudes. Mas isso já é motivo para um outro post. Que será escrito nos momentos que economizarei não usando o carro para enfrentar os deslocamentos em São Paulo.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Até eles atravessavam


por styfens machado


Parece estranho falar isso, mas uma porção de gente acredito que nunca nem viu algo que existe em praticamente todas as ruas da cidade...

Estou falando da faixa de pesdestre, é incrível como as pessoas simplesmente ignoram as faixas, digo isso com propriedade, pois ando todos os dias nas ruas na região da marginal e da rebouças. Vejo todos os dias muitos descasos, ao ponte de quase atropelamento.

Não são apenas os motoristas que esquecem da pintura no chão, mas os pedestres nem se preocupam em dar 5 passos a mais para utilizar a faixa. No entanto, nesse post eu vou priorizar a minha crítica e o meu ponto de vista nos motoristas, já que no meu curso de CFC eu aprendi que os veículos menores têm prioridade sobre os veículos maiores. E os pedestres são os que têm preferência em qualquer circuntância.

Mas não é o que acontece de forma alguma, a coisa mais difícil que existe é alguém parar para que alguém passe, a não ser que você seja uma mulher... me perdoem o machismo, mas isso infelizmente é fato.

Hoje ficamos muito gratos com quem respeita a faixa, agradecemos, fazemos sinal de positivo, mas no entanto não deveria ser assim, não é só obrigação como respeito à vida do próximo.

Parando para pensar, por que alguém que não se preocupa em respeitar a vida do próximo a da fragilidade do pesdestre respeitaria medidas conscientes de trânsito, estou colocando sim em cheque a nossa proposta, mas coloco algumas soluções.

Acima de tudo educação, devemos dar uma puxada na orelha dos pais e atentar para as crianças, que são os próximos motoristas, sentar e explicar, gerar a ideia de cidadania, mostrar que egoismo e imediatismo não levam a nada somente a estresse.

Em relação aos já educados e motoristas experiEntes, acreditamos que medidas de impacto, é que devem ser tomadas, chocar, mostrar a real necessidade de RESPEITAR.

Mudar quem já está acostumado a fazer errado é bastante difícil, ainda acreditamos que perocupar-se com as crianças é muito mais produtivo e possível de que os resultados sejam efetivados.

Em segundo lugar defendemos aqui no Vá Sem Estresse, que comecemos a reparar, a nos preocupar. Você de fato, não vai chegar atrasado no seu trabalho, por parar por menos de 1 minuto para deixar alguém atravessar a rua.

Respeite quem está como pedestre, pense na fragilidade de cada um! E quem é pedestre, respeite as faixas, dê preferência para atravessar sobre elas.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Nem sempre dá pra escapar!


por styfens machado

Não é sempre que se consegue escapar de um congestionamento ou de um transporte público lotado, na verdade com sinceridade é quase impossível de se escapar.

Mas deixo aqui algumas dicas de como fazer dessas horas, paradas e desanimadoras, um pouco mais prazeirosas.

Já pensou em olhar para os lados? Mas não da forma convencional que olhamos, ou seja, sem reparar e nem perceber o que está se passando. A minha sugestão é tentar treinar um olhar diferente, um olhar à procura de coisas não convencionais, tente achar algo que você goste, mesmo no meio de tanto cinza, pixações ou outras poluições.

Olhe, procure, "passe o radar", você com certeza irá encontrar muitas coisas que nunca tinha visto antes. Muitas das vezes desviar a atenção faz com tiremos o foco do trânsito que nos deixa sem paciência e com extremo mal humor.

Olhe a sua cidade, capte o que tem de mais bacana, para que você possa valorizá-los, procure sair da ladainha de reclamações e de defeitos que todos colocamos nas nossa cidade e bairros e comece a valorizar e apontar o que tem de melhor.

De nada adianta a meu ver ficar reclamando e dizendo, "em tal lugar é muito melhor", se nós é que fazemos as nossas cidade, mobilize colegas e utilize de sua capacidade de cidadania! Melhorar e conscientizar, são medidas que dependem de todos.

Uma outra possibilidade é fazer amizade, converse com que está do seu lado no ônibus, no metrô, lógico que sem ser evasivo, mas de forma agradável com o intuito de sociabilizar-se e fazer amizade, com certeza sua viagem pode se tornar mais rápida e animada.

Tome consciência de onde você vive exerça sua cidadania!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O que eu ganho usando a minha Bike?

por márcio vinha

Trocar o carro pela bicicleta, além de reduzir a poluição atmosférica, traz inúmeros outros benefícios:

Preço acessível;
• Baixo custo de manutenção;
• Melhoria da saúde dos usuários – bem estar físico e mental,
• É ao mesmo tempo, um meio de transporte e de lazer;
• Não requer combustível;
• Em congestionamento ou interrupção de tráfego, o ciclista encontra meios de prosseguir sua viagem;
• Menor necessidade de espaço público;
• O custo da infra-estrutura para bicicletas é muito inferior: menor espaço viário e estacionamento, capacidade de suporte da pavimentação, sem falar em sinalização e controle.

Existem algumas desvantagens também, como intenpéres e risco de acidente. No primeiro caso, o carro ou o transporte públicos são soluções e no segundo a conscientização é o melhor a fazer!

A história do Trânsito na Cidade de São Paulo


No início do século XX, os carros, principal elemento de composição de um congestionamento, ainda eram escassos na cidade de São Paulo. Com a falta dessa matéria-prima, o trânsito não era preocupação. Com bondes elétricos funcionando desde 1900 e a posterior introdução de ônibus (os primeiros, com carroceria de madeira, começaram a ser montados pela GM em 1934), a preocupação da cidade era desenvolver e integrar sua malha de transportes. Com o gradual surgimento dos carros, a necessidade por espaço fez prefeitos criarem inúmeras novas vias na cidade, como as avenidas Nove de Julho e Ibirapuera, na década de 1930. Foi quando a cidade começou a se modelar para os carros, um processo que não seria suficiente para tantas rodas, eixos e motores que se acumulariam ao longo das décadas nas ruas e avenidas da metrópole.

Em meados da década de 50, quando a frota de automóveis era 60 vezes menor e a população equivalente a 1/3 da atual, os congestionamentos começavam a surgir, sobretudo na região central da cidade. A solução pela via do transporte de massa começou a ser esboçada com a construção de vias férreas - hoje, são 257,5 quilômetros de linhas em funcionamento. O crescimento urbano acompanhou o traçado dessas vias e bairros foram criados ao longo dos trajetos dos trens.

Instigado por uma combinação de crescimento industrial e o aumento da chegada de migrantes de outros Estados, a demanda por transporte aumenta. O problema do  congestionamento leva a Diretoria dos Serviços de Trânsito (DST) a organizar uma reunião com a Secretaria de Obras da Prefeitura, a Companhia Municipal de Transportes Coletivos (CMTC) e do Instituto de Engenharia para discutir a construção de um anel viário em torno do centro comercial da cidade. Em 1968, o sistema de bondes é desativado em São Paulo.

Os congestionamentos viram assunto tão sério que o governador Abreu Sodré convoca um coronel, o carioca Américo Fontenelle, para dar um jeito na situação. Entre as medidas, a criação de bolsões de estacionamento, inversão da mão de vias e a transferência de pontos de ônibus para fora do centro. O pacote incluía até a operação 'esvazia-pneu', aplicada sobre veículos estacionados em local proibido. O estilo contundente de Fontenelle causou seu afastamento no mesmo ano.

Nos anos 70, algumas das mudanças implantadas pelo coronel Fontenelle são desfeitas, como a mão única na Rua Augusta. O estacionamento em via pública passa a ser regularizado, restringindo em vias de mão dupla divididas por canteiros, por exemplo. Em 1976, é criada a Companhia de Engenharia de Tráfego, a CET.

Em 1970 é inaugurada a primeira via expressa da cidade, na Marginal Tietê. A obra, no entanto, começou a dar sinais de que era insuficiente em 1974, quando recebia um tráfego diário de cerca de 300 mil veículos. Em 1979, a cidade já registrava um congestionamento de 26 quilômetros, um recorde na época.

Em 1974 é inaugurado o primeiro trecho do metrô da cidade: a Linha Azul, sentido Norte-Sul, entre as estações Jabaquara e Vila Mariana. No ano seguinte, a linha é estendida do Jabaquara até Santana. Em 1979, é a vez da Linha Vermelha, sentido Leste-Oeste, entre a Praça da Sé e o Brás.

Em 1977, em meio à crise do petróleo e da escassez da gasolina, o uso do transporte coletivo ganha ainda mais importância. Com isso, são implantados os primeiros corredores de ônibus. Para organizar o trabalho das empresas de ônibus, melhorar as condições de operação e distribuir melhor a rentabilidade do negócio, a prefeitura divide a cidade em 23 áreas.

Nos anos 80, para combater os congestionamentos na região da Avenida Paulista - e evitar desperdício de gasolina de carros com motores ligados e parados no trânsito -, a CET desenvolve esquemas operacionais de desvio de tráfego da região. Outra medida da CET é implantar o sistema de Semáforos Coordenados (Semco) em 3 mil semáforos da cidade.

Em 1986, um novo pacote de medidas é anunciado: o Plano de Emergência para Melhorar o Trânsito de São Paulo. Entre as medidas, o horário de coleta de lixo é transferido para a meia-noite e oferecem-se incentivos fiscais para que donos de estacionamentos aumentem o número de vagas. Na mesma época, é proibida a carga e a descarga de mercadorias no período entre as 6h e as 22h na área chamada de Novo Centro, delimitada pelas avenidas Paulista, Rebouças, Brasil e Brigadeiro Luís Antônio. A medida é recebida com protestos de comerciantes e empresários do setor de transportes. No mesmo ano, é implantado o Plano Cruzado, e o impacto do congelamento de preços - que inclui a gasolina - afeta o trânsito, que passa a receber mais carros.




No início da década de 90, o número de automóveis na cidade sofre uma inesperada e brusca queda: de 4,7 milhões para 3,7 milhões de veículos. Entre os fatores da redução estaria o alto preço dos automóveis e a escassez de veículos novos no mercado, além da introdução de uma política dos municípios vizinhos de incentivo para que veículos fossem licenciados na cidade do usuário. O aumento da frota, no entanto, foi retomado nos anos seguintes. Ainda nos anos 90, é inaugurada a Linhas Verde do metrô e a Linha Azul é estendida.

Com a implantação do Plano Real em 1994 e a queda nos preços da gasolina e dos automóveis, aumenta o trânsito. Em 1995, o número de novos veículos chegando às ruas diariamente chega a 1.100 e a média de congestionamentos na cidade bate nos 96 km. Em 1996, parte dos caminhões deixa de circular nas marginais em horário de pico.

Em 1998, com o propósito de amenizar a poluição do ar e reduzir o trânsito, a Câmara Municipal aprova o projeto de lei que institui o rodízio permanente de veículos no centro estendido da capital. A medida retiraria, durante dos dias úteis, 20% dos veículos de circulação entre as 7h e 10h e entre 17h e 20h, horários de pico de tráfego.




No começo da década de 2000, a frota de veículos na cidade de São Paulo chega a quase 5 milhões e a média de congestionamentos bate em 123 km. Nessa época, segundo cálculos da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos), os problemas gerados pelo trânsito já causavam um prejuízo de cerca de R$ 1 bilhão por ano à economia paulistana. Enquanto isso, continuam os investimentos em metrô: em 2002, é inaugurada a Linha Lilás; em 2004, começam as obras da Linha Amarela, entre a Luz e a Vila Sônia.

Em 2004, como forma de incentivo ao uso do transporte público, a prefeitura lança o Bilhete Único, cartão magnético que permite o uso de mais de uma condução pelo preço de uma passagem. Em 2006, o serviço é integrado com o metrô.

Em 2008 outra medida, esta mais polêmica, expande a área de restrição da circulação de caminhões no centro de 25 km² para 100 km², além de aumentar o período de proibição em 6 horas - de 10h às 20h para 5h às 21h. No metrô, funcionários admitem que sistema opera no limite nos horários de pico - em 2007, a média de usuários é de cerca de 2,1 milhões por dia. Em entrevista ao 'Estado', o arquiteto e urbanista Cândido Malta Campos Filho prevê que São Paulo 'vai parar'. 'Basta ver o número de carros que entra em circulação. Oito Avenidas Faria Lima deviam ser feitas por ano para manter o status quo. Como isso já vem de tempos, imagine quantas oito Faria Limas deixamos de fazer', exemplifica.

domingo, 8 de novembro de 2009

Reação

Por que somos obrigados a pegar tanto tempo de trânsito? Será que alguém pode ter uma vida saudável e digna perdendo 4 horas diárias em congestionamento? Você já se perguntou o que poderia fazer nesse tempo?

Com toda certeza você gostaria de fazer um curso, fazer alguma atividade física ou apenas passear, mas acaba perdendo horas e horas parado no trânsito, e o pior é que não podemos ler nem escrever enquanto dirigimos ou enquanto estamos parados nas estradas e avenidas, mas com certeza teriamos uma sociedade mais culta, praticamente doutores em tempo de leitura, no trânsito.

O pior é que toda nossa energia se vai nessas horas infindáveis, perdemos a vontade de sair de casa, de fazer alguma coisa diferente, reféns. Acorda-se cedo para não pegar trânsito e mesmo assim transita em lentidão, trabalha-se o dia inteiro, e no momento de voltar para casa... nem é preciso falar.

O Vá Sem Estresse, não é um blog pessimista e negativista, mas o que se quer, é que os indivíduos revejam os seus conceitos e passem a avaliar a real funcionalidade e a situação de seu cotidiano.

Lógicamente que não existem somente desgraças na vida, pelo contrário temos muito mais em tempo felizes, no entanto estamos perdendo esse tempo de forma desnecessária, podemos sim reagir, não precisamos ficar presos, chega de escravidão em qualquer âmbito das nossas vidas!

sábado, 7 de novembro de 2009

Use sua Bike!






Pare e pense um pouco, realmete é necessário utilizar o seu carro para tudo? É necessário utilizar o seu carro para andar 1km? Você consegue imaginar o impacto que isso pode causar ao trânsito e à vida das outras pessoas?

O uso do automóvel, nem sempre é necessário, as pessoas se tornaram reféns de seus veículos e o usam para qualquer atividade, sem pensar que acabam se tornando sedentários e anacrônicos, além de colaborarem para o maior número de carros nas ruas. É mesmo necessário utilizar o seu carro para ir de pinheiros, passando pela rebouças, até a paulista? Ou o transporte público dá conta disso?

Utilizar o transporte público é uma forma de incentivar a melhoria no sistema, as pessoas que tem consciência e atos de cidadania, podem ajudar quem sofre com o defícit do atual transporte público, mas isso fica para um post posterior, não deixe de conferir.

No entanto, voltando ao debate, Muitas das vezes as distâncias são maiores ou difíceis de serem feitas à pé, nesse caso pode-se usar a Bicicleta! Tudo bem que não temos ciclovias, mas para que tê-las se não exitem quem as usem? Com certeza você há de concordar que no Brasil muito do que construimos é pela necessidade, e quanto maior o número de usuários e ciclistas, maior será a malha de ciclovias, maior o poder de requerer esse tipo de via.


Medidas simples resultados prazeosos, ir à padaria, ir ao banco, sair para o almoço, distâncias curtas que podem perfeitamente serem feitas à pé ou de bike. E se você gostar, quem sabe pode fazer o percurso do trabalho em cima de uma magrela.

São excelentes medidas para conhecer a vizinhança, o bairro e ter direito de poder observar as belezas, as necessidades de sua cidade, direito de manifestar a cidadania.

Contribua para a melhora do trânsito, dê a sua opinião! Diga seus pensamentos e permita um discussão em torno de soluções plausíveis.

Rede social consciente!



Um de nossos objetivos e propostas, é criar uma rede social, a qual terá como objetivo construir uma teia de relacionamento de pessoas concientes e preocupadas com o trânsito.

Essa rede de relacionamento funcionará da seguinte maneira, semelhante à rede já conhecida, FACEBOOK, o nossos usuários, utilizando de cpf e dados reais, criariam um perfil utilizando apenas o sobrenome (forma hábil, para que não hajam nicks ofensivos e perfis falsos) teriam uma página de perfil.

A rede permitirá que os usuários façam uso de seus direitos de expressão, ao poderem postar comentários em tempo real do trânsito e de situações que vivem, em relação à via pública, às condições do trânsito do transporte público e afins. A ideia é criar uma possibilidade de mobilização social, uma rede que junte pessoas com pontos de vista parecidos em prol de vontades e necessidades semelhantes.

A rede é aberta também para a sugestão de soluções e de formas funcionais de enfrentar o estresse no trânsito, afinal de contas muitas pessoas criaram formas de descontração, a comunidade é aberta para isso também.



Com isso permitindo que todos tenham voz frente às autoridades e orgãos públicos, uma forma de mesuração das necessidades e captação das opniões.

Um espaço aberto de livre opinião de forma construtiva para o melhoramento do trânsito na cidade.